Nada más entrar en nuestra casa de Mahotas, nos la pusieron en la cintura, “símbolo de mujer africana”… La comenzamos a llevar discretas, la veíamos en todos lados, a todas ellas, siempre alegre, diferente, colorida, con esa su personalidad.
Sera que es ella la que las da ese coraje, esa fuerza, esa valentía..? Cuál es su verdadero significado?
Porque hoy, difícilmente nos la quitamos... y porque comprendimos su sentido.
La CAPULANA
A capulana da minha mãe
Tu nunca a viste sem a capulana,
porque a capulana é parte dela.
A capulana de minha mãe é minha capulana.
Também, quando eu era pequenina,
foi o meu berço de menina
Nas costas da minha mãe.
É dom de toda a família,
é transporte de mobília.
É enfeite em casa de rico.
A capulana de minha mãe
serve de graça a qualquer
e aceita ser emprestada
a qualquer outra mulher.
Pode servir de tapete
e ser pisada, ser joguete
sem se queixar de ninguém.
É querida se está doente,
nas festas é um presente,
enxuga a fronte a quem chora,
e é contente a toda a hora.
Faz-se toalha de mesa,
faz-se toalha de rosto,
faz-se toalha de altar.
Limpa a baba do menino,
na morte é a nossa mortalha.
A capulana da minha mãe!
Tudo cabe dentro dela,
e nela tudo se agasalha.
Quem tem coração generoso,
jamais a recusou.
Quem a louvou algum dia?
Quem dela se recordou?
A capulana da minha mãe
é como o seu coração,
nasceu para dizer sim e da vida faz oração!
Autor desconhecido
Este poema de autor desconocido nos llego de la mano de una compañera-voluntaria del Norte de Mozambique, conocido para un sector del País y reconocido por su sentido y emoción, lo dimos a conocer en Mahotas, y hoy es vuestro, gaur zuontzat!!!!!!!
La Capulana…
La ultima capulana, Octubre, casa de Dona Matilde |
La primera capulana, Junio, llegada Mahotas |
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